Cai a noite e vejo vultos e sombras do que passou
noite agora presente com fresca brisa
outrora presente era o claro dia
quando via o que só lembro na escuridão
Logo será de madrugada, silenciosa, calma
e nela espero os primeiros raios da percepção
chagara a manha precedendo o novo dia
quando verei o que sobrou dos vultos
os que não se foram com as sombras e a escuridão
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Tempo
Aquele que cria saudades
Cura feridas e as joga no esquecimento
Com tempo esqueceras o que foi um dia
As águas passadas da chuva que lhe banhou
Grãos de areia que o vento a muito levou
Beijos de alguém que um dia amou
Com o tempo
Crescera de semente a arvore
Dara frutos ao futuro e criara raízes
E chegara o tempo
Em que partirá para longe
Para onde os olhos não vêem
Onde terá todo tempo do mundo
E onde o tempo não mais a tocara
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Escureceu hoje a tarde, mais cedo do que o de costume, e a meia luz que entra pela janela pinta os cômodos de casa com uma tonalidade pastel sem graça. São as nuvens carregadas que cobriram o céu e trouxeram consigo essa chuva cinzenta. Não é um temporal de verão, hoje de dia nem fez tanto calor. O som lá fora sege a mesma intensidade monótona das gotas caindo no chão, sem trovoes para quebrar seu ritmo. Essa constância da a impressão de que não vai parar. O ar que entra pela janela já está frio, e traz consigo o prenuncio da noite que está por vir. Mesmo sendo sexta-feira, não vislumbro possibilidade de um Happy-hour, depois do Reveion as pessoas estão mesmo querendo é se desintoxicar. Ainda mais com esse tempo que costuma parar a grande floresta de concreto.
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