quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Ao meu ver, fugir daqui, é como fugir de tudo... dos problemas e das oportunidades... mas também é fugir de quem eu sou... minhas lembranças estao relacionadas a ruas e paisagens dessa cidade...
mesmo que eu as tenha esquecido, basta virar uma esquina e com elas me deparo...
as vezes boas lembranças... as vezes fantasmas... Passado é passado, não volta, não muda, não troca, mas as vezes é bom visitá-lo... São Paulo já faz parte da minha identidade...

Ruas e lembranças

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Mais uns 5 antigos textos meus, dos quais minha memória não esqueceu...


Para mim tu és uma pessoa única
e tens singularidades
Que nunca vi
Tens um sorriso
Que não é daqui
Saibas que é fato
Gosto muito de ti
as vezes me flagro distraído
pensando em ti
mas são só lembranças
que não afetam mais meu coração

já es idéia
conceito, abstração
um sonho tolo de criança
paixão morta por omissão

tu já não amoleces mais meu peito
ou rouba horas de meus pensamentos
nem provoca suspiros em meu coração

mesmo assim
as vezes me flagro distraído
pensando em ti
as palavras dentro de  minha cabeça
digo eu ou diz meu coração
os sussurros que ouço a noite
sonhos ou assombração
o que é  isso?
loucura ou inspiração
insanidade ou iluminação
pois bem, são ambos
somos assim, feitos em dois
bom e mau
açúcar e sal
mesmo assim somos sem tempero
vivendo em desespero
procurando o complemento
sem nunca sermos completos
teu rosto, teu jeito
teu gosto, teu cheiro
quero teus lábios provar
com teu sorriso me embriagar
por teu olhar me encantar
por ti me apaixonar
pois tu tens uma alegria contagiante
um colorido infinito
que nunca vi em minha vida
nessa realidade preta e branca
Das antigas com gosto de revolta...

percebemos somente parte da verdade que nos cerca
a mentira move a sociedade e nossos olhos são ofuscados por ilusões
não escutamos verdades, só o eco distorcido, perdido no tempo
sonhos são vendidos na mídia, sexo nas ruas, prazeres pelas drogas
somos nossos próprios predadores, devoramos uns aos outros
como se fosse a dor a moeda corrente da sociedade e aditivo ao caos
então procuramos viver em nosso próprio mundo, separado dos demais
tendo em comum apenas o espaço físico, criamos nossa própria realidade
verdadeiro é apenas o que sentimos com o coração
mas esse pobre tolo muitas vezes se apaixona, por quem nunca se quer pensou em você
e se criamos nossos próprios mundos, por que o fazemos desse jeito?
percebemos somente parte da verdade que nos cerca
Antes que meu tempo aqui acabe
quero saber do que não tenho
sentir teu perfume
o gosto do seu beijo

saibas, te desejo
sempre que a vejo
e quando não estar
fico na saudade