sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Tempo
Aquele que cria saudades
Cura feridas e as joga no esquecimento
Com tempo esqueceras o que foi um dia
As águas passadas da chuva que lhe banhou
Grãos de areia que o vento a muito levou
Beijos de alguém que um dia amou
Com o tempo
Crescera de semente a arvore
Dara frutos ao futuro e criara raízes
E chegara o tempo
Em que partirá para longe
Para onde os olhos não vêem
Onde terá todo tempo do mundo
E onde o tempo não mais a tocara 
Não te vejo a tanto tempo
Que me falha a memória
Antes tão lúcida e viva
Antes tão saudosa
Surreal constatar a realidade
Crueldade assumir que foi só um sonho
Teu coração é Júri, juiz e carrasco
E perante ti me apresento, o réu
Condenado ao exílio
Longe de quem desejo
Mexeu comigo nessa noite chata
Trazendo lembranças do teu gosto
Espantou meu sono
Agitou minha memória
Minha imaginação acordou em chamas
Meu coração foi de zero a mil
Relembrei nossos momentos
Despertei cheio de energia
Quero mais! Quero de novo!
Poetisa
Vamos emendar palavras
Juntar estrofes
fazer poesias
Siga tua palavra da minha
Minhas palavras são tuas
Verso a verso
criamos o diferente
O só da gente
E que só agente entende

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Escureceu hoje a tarde, mais cedo do que o de costume, e a meia luz que entra pela janela pinta os cômodos de casa com uma tonalidade pastel sem graça. São as nuvens carregadas que cobriram o céu e trouxeram consigo essa chuva cinzenta. Não é um temporal de verão, hoje de dia nem fez tanto calor. O som lá fora sege a mesma intensidade monótona das gotas caindo no chão, sem trovoes para quebrar seu ritmo. Essa constância da a impressão de que não vai parar. O ar que entra pela janela já está frio, e traz consigo o prenuncio da noite que está por vir. Mesmo sendo sexta-feira, não vislumbro possibilidade de um Happy-hour, depois do Reveion as pessoas estão mesmo querendo é se desintoxicar. Ainda mais com esse tempo que costuma parar a grande floresta de concreto.