Nessa apatia generalizada que me toma
não está frio, nem calor
na calmaria
não há prazer ou dor
Caminho por esses instantes
longe de meu ser
sinto-me indiferente disto
indiferente do estar, do viver
e por mais curioso que possa parecer
nunca havia percebido como é reconfortante
de ninguém depender
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Sono? que sono?
Perdi meu sono e não sei onde o encontrar
numa noite de sexo?
ou num copo no bar?
num dia bem vivido?
ou exaurido de tanto andar?
não prego os olhos, não adianta tentar
é essa inquietude, há muito no que pensar
é sempre na insônia que teimo em criar
mas preferia muito bem dormir e sonhar
numa noite de sexo?
ou num copo no bar?
num dia bem vivido?
ou exaurido de tanto andar?
não prego os olhos, não adianta tentar
é essa inquietude, há muito no que pensar
é sempre na insônia que teimo em criar
mas preferia muito bem dormir e sonhar
sexta-feira, 6 de maio de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Gaiola
Pequeno pássaro, por que não cantas?
Triste por estar na gaiola?
Teus tímidos pios não se comparam,
a bela melodia de outrora.
Tuas desbotadas penas,
mal lembram dos vastos espaços,
das florestas e dos pastos,
por onde voava durante horas.
Incentivado pelo vento,
plainava sem pressa
e os dias passavam sem demora.
E em cárcere forçado,
esqueceu de tudo,
da liberdade de la fora.
Triste por estar na gaiola?
Teus tímidos pios não se comparam,
a bela melodia de outrora.
Tuas desbotadas penas,
mal lembram dos vastos espaços,
das florestas e dos pastos,
por onde voava durante horas.
Incentivado pelo vento,
plainava sem pressa
e os dias passavam sem demora.
E em cárcere forçado,
esqueceu de tudo,
da liberdade de la fora.
Tuas fotos, guardo na lembrança
tão relutante a eu te retratar
sorriso tímido, por que nao o dá?
não queres me oferecer teu olhar
foge quando quero te fotografar
moça tão bela
tua imagem, só me deixas guardar
em minas lembranças
e garanto que lá sempre estará
sorriso tímido, por que nao o dá?
não queres me oferecer teu olhar
foge quando quero te fotografar
moça tão bela
tua imagem, só me deixas guardar
em minas lembranças
e garanto que lá sempre estará
sexta-feira, 8 de abril de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Oferta
Te estendo a mão Para andares ao meu lado Darei te minha companhia Se for de teu agrado
Te seguirei enquanto me queres Pelos caminhos que traçar Mas não te acompanharei Se não ligas ao que estou a ofertar
Rede
Deitado na rede com tua cabeca em meu peito Estas a ouvir meus batimentos E eu a me viciar em teu perfume A tarde vai passando, luz diminuindo E ao cair da noite a brisa gelada causa arrepios
Te trago para perto Te ofereco meu calor Te quero ao meu lado Te dou meu amor
Mascaras de gesso
Mascaras de gesso Perdidas no tempo Preocupadas com o dia a dia Caricatas em seus defeitos e rugas Mas presas em sua expressão Andam sós em uma multidão Com suas varias caras Timidas, agrecivas, palidas Passam olhando para o nada Passam olhando para o chão Queria conhecer suas historias E não ve-las apenas andar na contramão
Ao relento
O que foi outrora Deixo para outra hora e agora não me preocupo mais
Com o tempo as pavras esfriam Perdem seu contexto e sentido Passam a meros dizerez ao vento
O tempo erode o que deixaste ao relento E se o tempo, vento, chuva e clima acabam com montanhas e colinas o que dizer sobre os fatos em nossas vidas
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Cai a noite e vejo vultos e sombras do que passou
noite agora presente com fresca brisa
outrora presente era o claro dia
quando via o que só lembro na escuridão
Logo será de madrugada, silenciosa, calma
e nela espero os primeiros raios da percepção
chagara a manha precedendo o novo dia
quando verei o que sobrou dos vultos
os que não se foram com as sombras e a escuridão
noite agora presente com fresca brisa
outrora presente era o claro dia
quando via o que só lembro na escuridão
Logo será de madrugada, silenciosa, calma
e nela espero os primeiros raios da percepção
chagara a manha precedendo o novo dia
quando verei o que sobrou dos vultos
os que não se foram com as sombras e a escuridão
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Tempo
Aquele que cria saudades
Cura feridas e as joga no esquecimento
Com tempo esqueceras o que foi um dia
As águas passadas da chuva que lhe banhou
Grãos de areia que o vento a muito levou
Beijos de alguém que um dia amou
Com o tempo
Crescera de semente a arvore
Dara frutos ao futuro e criara raízes
E chegara o tempo
Em que partirá para longe
Para onde os olhos não vêem
Onde terá todo tempo do mundo
E onde o tempo não mais a tocara
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Escureceu hoje a tarde, mais cedo do que o de costume, e a meia luz que entra pela janela pinta os cômodos de casa com uma tonalidade pastel sem graça. São as nuvens carregadas que cobriram o céu e trouxeram consigo essa chuva cinzenta. Não é um temporal de verão, hoje de dia nem fez tanto calor. O som lá fora sege a mesma intensidade monótona das gotas caindo no chão, sem trovoes para quebrar seu ritmo. Essa constância da a impressão de que não vai parar. O ar que entra pela janela já está frio, e traz consigo o prenuncio da noite que está por vir. Mesmo sendo sexta-feira, não vislumbro possibilidade de um Happy-hour, depois do Reveion as pessoas estão mesmo querendo é se desintoxicar. Ainda mais com esse tempo que costuma parar a grande floresta de concreto.
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